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segunda-feira, 9 de abril de 2018

Eu na Operação Lava Jato


Olá caro leitor, após três meses sem publicar textos, venho com este, em breve publicarei a íntegra, que é cheia de surpresas, revelações e aventuras. Forte abraço, paz e luz.

noriega@edirrodrigues.com

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Um dia de fúria


Hoje me senti na pele do personagem William Foster, interpretado pelo talentoso ator Michael Douglas no filme Falling Down, na versão brasileira "Um Dia De Fúria". Pois no meu dia hoje passei muita raiva.

Tirei o dia para resolver alguns problemas do meu carro, entre eles o pisca alerta, trava, volante e amortecer da fechadura do porta-malas. Pois bem, aqui em Brasília, no bairro Taguatinga, temos um setor chamado Setor H Norte, um lugar onde se concentra muitas lojas especializadas em diversas produtos e serviços automobilísticos. Pois foi para lá que me dirigi, afinal meu carro estava precisando de manutenção.

Pois a tarde no Setor H Norte foi bem produtiva, troquei o volante, arrumei trava, o pisca alerta, a luz de ré e a seta, porém faltava uma coisa, que estava me incomodando muito, o amortecedor do porta-malas. Pois toda vez que eu ia ao supermercado, ao voltar com as compras lembrava que o porta-malas após aberto não segurava mais a tampa só, era preciso segurá-lo para guardar as compras, isso me causava muito incômodo.

Por ser esse o último serviço que faltava, pedi indicação na loja na qual fiz a manutenção da luz de ré e seta, me foi indicado uma loja de renome, que fica na Área Especial 19 do setor, não vou citar o nome da loja por questão de ética.

Por ser uma grande loja e muito conhecida, jamais pensei enfrentar qualquer tipo de problema na mesma, entretanto passei por momentos de total fúria. Tudo começou no quando perguntei em um enorme balcão com diversos atendentes onde eu poderia comprar o amortecedor. O atendente me formou que o local era aquele mesmo, que lá fazia o pedido e depois se dirigia ao outro balcão, me mostrou acenando com a mão. Então assim o fiz, me foi perguntado marca, modelo e ano de fabricação do carro, fiz o pedido e fui ao balcão indicado.

Chegando ao balcão indicado, depois de um tempo percebi que aquela aglomeração de pessoas que esperavam por atendimento, não se tratava de fila, pois os clientes eram chamados pelos seus nomes e lhe eram entregues suas peças, porém sem nenhuma pagamento, apenas retenção de uma nota. Foi quando tive a curiosidade perguntar a um cliente a ordem daquele fluxo, foi quando ele me informou  que naquele atendimento era apenas para entrega, que eu deveria primeiro me dirigir ao caixa, fazer o pagamento e só depois ir até lá, pois o local se tratava da retirada de peças, o expliquei que fui direcionado ali por pelo outro balcão. Ele me informou que as pessoas que atentem no primeiro balcão são os vendedores e que após a venda o certo era ir ao Caixa.

O agradeci, porém não gostei da orientação errada que tive do vendedor. Assim o fiz, fui ao caixa, informei meu nome e fiz o pagamento, nesse do pagamento fiquei sabendo que se tratava de um par de amortecedores e não de um, pois só vendem o par. Lembrei da ilegalidade dessa prática, pois o Código de Defesa do Consumidor  (Lei 8.078 de 11 de setembro de 1990), classifica isso como venda casada, que é ilegal. Porém devido a pressa, não quis entrar no mérito do direito. Fiz o pagamento e dirigi-me ao balcão de retirada.

Após longa espera no balcão de retirada, chamaram meu nome, fui até lá e retirei os amortecedores. Os traria para colocar em alguma oficina próxima a minha casa, porém fui surpreendido por um prestador de serviço autônomo que ofereceu seu serviço de instalação para o amortecer. Em minha frente ele abriu a caixa e me mostro que um dos amortecedores estava estragado, então retornei a loja com a nota fiscal e amortecedor para  a troca.

A retornar ao banco, tive que esperar por mais alguns minutos para atendimento, ao ser atendido pela pessoa que me entregou os amortecedores, a mesma me informou que naquele setor não faz trocas, que deveria dirigir-me ao setor ao lado, mostrou-me outro balcão, e lá fui mais vez. Chegando lá, mostrei nota fiscal e pedi a troca. Porém o atendente disse que não poderia fazer a troca, pois eu estava apenas com um. O informei que outro ficou retido no balcão onde fui questionar sobre a troca. Voltei ao balcão e outro atendente me informou que o procedimento era aquele. Foi nesse momento que comecei a me estressar, pedi a ambos que me respeitasse, pois não  estava de brincadeira.

No balcão da troca não teve conversa, ele disse para eu procurar o gerente. Lá fui eu procurar a mesa o gerente. Ao encontrá-lo, expliquei toda situação, ele foi pessoalmente comigo ao balcão e aprovou a troca.